Porque há dias que acordo assim...
Com o peso de cem anos vividos em minhas costas.
E em outros, que acordo recém - nascida.
Porque há dias que o meu sofrimento parece ser o maior do mundo
E em outros, que percebo o quanto devo ser grata à vida.
Somos essa frequência que está a oscilar o tempo todo, ora em picos altos, ora na descida.
O que não percebemos é o quanto esta frequência influencia no ambiente em que estamos inseridos, não como simples contextos. Mas, como diria meu caro filósofo Canti, estamos inseridos como agentes do caos, o caos que faz a roda "viva, gira e impulsiona o ciclo da vida".
Desta frequência que são feitos os dias dos homens, do humor que se instabiliza e da combinação do Ambiente mEU e do Ambiente sEU.
A frequência está ativa e quando parar, a vida expira.
Rose David
a história da minha vida tem sido discorrida por muitas reticências... em alguns momentos essas reticências falam mais do que as minhas palavras... daquelas sensações que excedem a compreensão humana, mas que são saboreadas ao extremo... que não cabem em nenhum vocabulário... Então quando eu puder escrever sobre a vida escreverei, mas quando não houver palavras que caibam à tal maravilha... entendam as reticências...
Quem é Rosa
intervalos
Nos meus intervalos, eu passo por aqui...
Revelo a colheita do que plantei durante o dia,
Faço uma breve análise do que está em mim ou do que se passa ao meu redor,
Ou simplesmente deixo fragmentos de sonhos...
Rosa também está por aqui...
Os textos de minha autoria são protegidos pela lei n° 9.610 de 19-02-1998, lei dos direitos autorais.
terça-feira, 29 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
22 de junho de 2010
O que aconteceu com o amor?
Tornou-se a dor de perder o que nunca teve...
A saudade causada pela ausência do que nunca esteve presente...
O luto da esperança que se viu sem razões para existir.
O amor passou da respiração palpitada a uma respiração quase sem vida...
Tornou- se febre a noite inteira e um sorriso que apenas visita meus lábios sem muita vontade de fazer moradia.
O amor deixou-me as marcas que não eram minhas, por amor eu sofri de uma dor que não me pertencia.
... e a única lembrança que me deixou foi os olhos que se enchem de lágrimas por ter sentido em vão um sentimento que roubou-me de mim.
Rose
Tornou-se a dor de perder o que nunca teve...
A saudade causada pela ausência do que nunca esteve presente...
O luto da esperança que se viu sem razões para existir.
O amor passou da respiração palpitada a uma respiração quase sem vida...
Tornou- se febre a noite inteira e um sorriso que apenas visita meus lábios sem muita vontade de fazer moradia.
O amor deixou-me as marcas que não eram minhas, por amor eu sofri de uma dor que não me pertencia.
... e a única lembrança que me deixou foi os olhos que se enchem de lágrimas por ter sentido em vão um sentimento que roubou-me de mim.
Rose
quarta-feira, 16 de junho de 2010
16 de junho de 2010
Formadores de opinião
Jovens! Somos formadores de opinião.
E por isso, tanto ataque a nossa força. Um ataque camuflado, eles usam do seu poder de convencimento para abater nosso poder de mudança. Procuram empurrar garganta a baixo todo consumismo, toda falsa propaganda e suas futilidades, para que a nossa voz se cale, para que não tenhamos tempo de observar, questionar e querer mudar a situação que privilegia a poucos, os poucos que querem nos cegar, e conseguem.
É nesta fase cheia de vigor, que eles tentam nos cansar. Nesta fase onde a sabedoria passa a transpor com mais evidência em nossos atos, eles tentam ocupar as nossas mentes e atar as nossas mãos. Nos mostram o cardápio dos desejos que podem ser realizados em apenas um clique, o caminho mais fácil; e aceitamos, passando a acreditar que só existem os desejos que estão listados no tal cardápio. Nossos passos são encurtados, nosso espaço é estreitado, aos poucos, convencidos de que não há nada o que mudar.
Jovens! Somos produtos que movimentam o mercado daqueles safados.
Abram os olhos, questionem, reflitem...
Demorem a decidir, mas tenham uma decisão que seja fruto de opinião formada, mas não manipulada.
Jovens! Somos formadores de opinião.
Reconheçamos esta importância.
Jovens! Somos formadores de opinião.
E por isso, tanto ataque a nossa força. Um ataque camuflado, eles usam do seu poder de convencimento para abater nosso poder de mudança. Procuram empurrar garganta a baixo todo consumismo, toda falsa propaganda e suas futilidades, para que a nossa voz se cale, para que não tenhamos tempo de observar, questionar e querer mudar a situação que privilegia a poucos, os poucos que querem nos cegar, e conseguem.
É nesta fase cheia de vigor, que eles tentam nos cansar. Nesta fase onde a sabedoria passa a transpor com mais evidência em nossos atos, eles tentam ocupar as nossas mentes e atar as nossas mãos. Nos mostram o cardápio dos desejos que podem ser realizados em apenas um clique, o caminho mais fácil; e aceitamos, passando a acreditar que só existem os desejos que estão listados no tal cardápio. Nossos passos são encurtados, nosso espaço é estreitado, aos poucos, convencidos de que não há nada o que mudar.
Jovens! Somos produtos que movimentam o mercado daqueles safados.
Abram os olhos, questionem, reflitem...
Demorem a decidir, mas tenham uma decisão que seja fruto de opinião formada, mas não manipulada.
Jovens! Somos formadores de opinião.
Reconheçamos esta importância.
Rose David
domingo, 13 de junho de 2010
13 de junho de 2010
o tempo em que as folhas secam
o tempo em que elas caem, e vão se dispersando pelo caminho, levadas pelo vento...
o tempo em que as árvores dão frutos e suas folhas a vestem com suas ramagens cor tom de vida...
o tempo em que as folhas são verdes, outro em que as folhas amarelam, o tempo que vai dando tom a cor das folhagens...
o tempo foi o mesmo para todos nós e com o tempo o movimento natural da vida...
mas nem todos perceberam as folhas secarem, caírem e serem levadas pelo vento.
nem todos perceberam a ramagem crescer e as árvores darem os seus frutos...
o tempo foi o mesmo para todos, mas nem todos perceberam o movimento da vida.
por isso o tempo voou para muitos,
porém, para poucos o tempo foi intenso a ponto de se observar o andar da vida...
o tempo é o mesmo para todos, diferente é o olhar.
Rose David
domingo, 6 de junho de 2010
06 de junho de 2010
Pais e filhos
Uma vez na vida nós vamos admitir estar cometendo o mesmo erro que o dos nossos pais.
Mesmo que tenhamos errado da mesma maneira que eles outras vezes, vai ser no momento em que percebermos isto que ocorrerá uma importante mudança em nossas vidas.
Encontrar os erros deles acaba se tornando um meio de justificar os nossos.
E assim, as relações entre pais e filhos se oscilam. Porque talvez procuramos o entendimento quando basta a compreensão.
Sim, uma vez na vida vamos cometer o mesmo erro que o dos nossos pais, vamos nos olhar no espelho e ver a nossa semelhança com eles. E vamos descobrir que mesmo quando erramos de uma maneira que nem mesmo entendemos, não somos tão cruéis em nosso auto- julgamento. Porque conhecemos os nossos sentimentos e compreendemos que apesar das consequências de nosso erro, é extremamente relevante a nossa intenção.
Então, olharemos pra trás e vamos ver que o amor dos nossos pais muitas vezes ficou nas intenções, e que nem sempre conseguiram passar para os atos.
É difícil para um homem saber quem realmente ele é quando ainda não conseguiu olhar nos olhos dos seus pais, mesmo que na ausência este olhar seja simplesmente uma tentativa de compreensão e um julgamento menos severo.
Rose David
domingo, 30 de maio de 2010
30 de maio de 2010
Silenciando o coração para escutar a Vida...
Tenho exercitado o silêncio em meus dias...
Não pense que é fácil, fazer silêncio não é apenas calar ou retirar-se do cenário da vida.
Poderia não estar dizendo palavra alguma, porém as mesmas poderiam estar em estado de caos dentro de mim.
Tenho procurado fazer silêncio, quando sei que as minhas palavras não vão edificar, quando eu sei que elas vão ser disparadas atingindo o meu alvo e deixando-lhe feridas, mesmo que sejam frutos apenas da reação de meu coração ardido.
Então eu faço silêncio, se não sou capaz de perdoar ou compreender, virtudes que são tão divinas... humanamente me silencio e deixo que o silêncio gere a paz.
Preciso escutar a Vida, escutar a voz de Deus e calar a minha voz, uma voz que muitas vezes é tão altiva que impede que outras vozes alcancem o seu timbre.
Silenciar o coração e escutar a Vida.
As palavras devem circular pela linha tênue que liga as emoções as razões, e assim transpor como sementes que plantamos pelo caminho, palavras são meios de edificação... Deus nos deu as palavras para construir e não para destruir o que está ao nosso redor.
As palavras tem sentido, direção e poder.
Rose David
Tenho exercitado o silêncio em meus dias...
Não pense que é fácil, fazer silêncio não é apenas calar ou retirar-se do cenário da vida.
Poderia não estar dizendo palavra alguma, porém as mesmas poderiam estar em estado de caos dentro de mim.
Tenho procurado fazer silêncio, quando sei que as minhas palavras não vão edificar, quando eu sei que elas vão ser disparadas atingindo o meu alvo e deixando-lhe feridas, mesmo que sejam frutos apenas da reação de meu coração ardido.
Então eu faço silêncio, se não sou capaz de perdoar ou compreender, virtudes que são tão divinas... humanamente me silencio e deixo que o silêncio gere a paz.
Preciso escutar a Vida, escutar a voz de Deus e calar a minha voz, uma voz que muitas vezes é tão altiva que impede que outras vozes alcancem o seu timbre.
Silenciar o coração e escutar a Vida.
As palavras devem circular pela linha tênue que liga as emoções as razões, e assim transpor como sementes que plantamos pelo caminho, palavras são meios de edificação... Deus nos deu as palavras para construir e não para destruir o que está ao nosso redor.
As palavras tem sentido, direção e poder.
Rose David
quinta-feira, 20 de maio de 2010
20 de maio de 2010
...
Quando ainda criança acreditava que eu iria mudar o mundo quando crescesse...
Hoje, já uma mulher, vejo que a maior luta é não se tornar igual ao mundo que eu tanto quis mudar.
E talvez esta resistência seja mesmo uma forma de mudança...
Uma mudança árdua, mas que vale a pena, pois as ações tem um grande poder de convencimento.
E agir de maneira contrária aos estereótipos, mas leal a nossa existência, desperta o olhar e o questionamento alheio. Questionamento que é o primeiro passo para uma possível mudança.
Agir de forma contrária, muitas vezes é solitário, mas não há solidão maior do que abandonar-se ou renegar- se em seus próprios atos.
Rose David
sábado, 15 de maio de 2010
15 de maio de 2010
Declaração de amar
Gostaria que você enxergasse através do meu olhar o amor que sinto por você.
O mesmo olhar que conhece os seus defeitos e que tem medo de se machucar, mas que ao mesmo tempo enxerga em você uma beleza nunca vista antes...
Das lágrimas que derrubei pelo chão da vida, apenas as que derramei por você regaram as sementes que cresceram e me fazem enxergar a beleza deste sentimento quando olho para trás e lembro dos dias que se passaram desde que te vi pela priveira vez.
São palavras singelas, porque o amor é tão simples.
Toda vez que eu toco o seu rosto estou declarando o meu amor...
Toda vez que lhe faço uma crítica por mais que seja difícil ou sem cabimento escutar, é porque não estou desistindo de você, estou declarando que o meu amor é verdadeiro...
Eu não escolheria você, então eu teria a escolha errada... eu viveria sem saber o que é o amor.
Aliás, viveria sem saber o que é amar, porque o amor a gente sabe de longe...
Quantas vezes eu caminhei ao lado de um amor, mas nunca lhe peguei na mão...
Quantas vezes ele passou por mim e eu não o vi...
Ou me olhou com um olhar de quem espera a vida toda para acontecer.
Mas quando eu te conheci eu olhei o amor pela primeira vez...
Lhe estendi a mão, e hoje esse amor faz parte de quem sou...
E então percebi que passei a vida toda a procurar por esse amor...
Hoje, as situações são adversas e se eu ando pelo caminho das pedras é porque não estou só. Porque onde os outros apenas veem as pedras propícias para o tropeço eu vejo as sementes aguardando os meus cuidados para que elas possam crescer...
Rose David
segunda-feira, 10 de maio de 2010
09 de maio de 2010
Redescobrindo o céu
...
Chamei aquela criança pra ver as estrelas. Apontei para o céu e disse: Olha as estrelas!
Não quis contar que quem aponta o dedo para o céu corre o risco de ter verrugas... ao contrário, por mim ficaria ali... contando todas as estrelas, uma por uma.
Afinal de contas uma criança de 2 anos não precisa de tanta informação, o seu coração está na melhor fase, aquela em que absorve e se intégra a plenitude da vida em um simples olhar.
Estava eu ali, apresentando o céu aquela criança, e ela olhava com um ar de quem sempre o conheceu... não disse que essa é a melhor fase? Aquela garotinha com seus 2 aninhos, olha para o céu e se familiariza, ela sabe ternamente que faz parte deste movimento, e que o pulsar do seu coração acompanha o ritmo de tudo que pulsa ao seu redor, ela compreende naquele olhar que fita o céu a ligação da qual faz parte.
Iniciativa minha, acreditei ser importante mostrar à garotinha as estrelas e quis que ela as observasse com o mesmo encanto com que eu as observo, também pretensão minha.
Fui eu que acabei por redescobrir as estrelas, e nestas últimas noites sentir que estão mais perto de mim.
Porque seria esta a definição...
Um adulto quando olha para o céu, admira as estrelas, mas as vê de tão longe...
Enquanto a criança, olha para o céu e sente que as estrelas estão ao seu alcance.
de Rose David para a sua afilhada Clara...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
03 de maio de 2010
A vida não é um mar de rosas...
É preciso aprender a surfar nas ondas das dificuldades, sem que afundamos.
Há dias de sol, há dias de tempestade... tanto como dias de mar calmo quanto de mar bravo.
Mas apesar da inconstância não há nada que tire a beleza desse mar.
A alegria nos possibilita enxergar como as águas ficam cristalinas e a luz do sol ou o reflexo da lua que descansa em tuas ondas, ali acontece a conexão da vida. A cumplicidade entre o universo se manifesta aos nossos olhos.
Mas a tristeza também nos direciona a uma profunda intimidade com a nossa existência, porque nos leva a mergulhar no mar da vida e conseguimos enxergar os cantos de nós mesmos que só a tristeza é capaz de nos revelar. Assim, descobrimos a beleza contida no extremo da sensibilidade, a tristeza é o extremo da sensibilidade.
A vida não é um mar de rosas... é um mar de sensações.
E estas sensações trazem a beleza da descoberta a cada onda que vai e vem... o encontro do homem com Deus.
Rosicleide David
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