Quem é Rosa

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“A vida é a descoberta de quem somos."

intervalos

Nos meus intervalos, eu passo por aqui...
Revelo a colheita do que plantei durante o dia,
Faço uma breve análise do que está em mim ou do que se passa ao meu redor,
Ou simplesmente deixo fragmentos de sonhos...

Os textos de minha autoria são protegidos pela lei n° 9.610 de 19-02-1998, lei dos direitos autorais.

domingo, 30 de maio de 2010

30 de maio de 2010

Silenciando o coração para escutar a Vida...

Tenho exercitado o silêncio em meus dias...
Não pense que é fácil, fazer silêncio não é apenas calar ou retirar-se do cenário da vida.
Poderia não estar dizendo palavra alguma, porém as mesmas poderiam estar em estado de caos dentro de mim.
Tenho procurado fazer silêncio, quando sei que as minhas palavras não vão edificar, quando eu sei que elas vão ser disparadas atingindo o meu alvo e deixando-lhe feridas, mesmo que sejam frutos apenas da reação de meu coração ardido.
Então eu faço silêncio, se não sou capaz de perdoar ou compreender, virtudes que são tão divinas... humanamente me silencio e deixo que o silêncio gere a paz.
Preciso escutar a Vida, escutar a voz de Deus e calar a minha voz, uma voz que muitas vezes é tão altiva que impede que outras vozes alcancem o seu timbre.
Silenciar o coração e escutar a Vida.
As palavras devem circular pela linha tênue que liga as emoções as razões, e assim transpor como sementes que plantamos pelo caminho, palavras são meios de edificação... Deus nos deu as palavras para construir e não para destruir o que está ao nosso redor.
As palavras tem sentido, direção e poder.

Rose David

quinta-feira, 20 de maio de 2010

20 de maio de 2010


...
Quando ainda criança acreditava que eu iria mudar o mundo quando crescesse...
Hoje, já uma mulher, vejo que a maior luta é não se tornar igual ao mundo que eu tanto quis mudar.


E talvez esta resistência seja mesmo uma forma de mudança...
Uma mudança árdua, mas que vale a pena, pois as ações tem um grande poder de convencimento.
E agir de maneira contrária aos estereótipos, mas leal a nossa existência, desperta o olhar e o questionamento alheio. Questionamento que é o primeiro passo para uma possível mudança.
Agir de forma contrária, muitas vezes é solitário, mas não há solidão maior do que abandonar-se ou renegar- se em seus próprios atos.






Rose David

sábado, 15 de maio de 2010

15 de maio de 2010



Declaração de amar

Gostaria que você enxergasse através do meu olhar o amor que sinto por você.
O mesmo olhar que conhece os seus defeitos e que tem medo de se machucar, mas que ao mesmo tempo enxerga em você uma beleza nunca vista antes...
Das lágrimas que derrubei pelo chão da vida, apenas as que derramei por você regaram as sementes que cresceram e me fazem enxergar a beleza deste sentimento quando olho para trás e lembro dos dias que se passaram desde que te vi pela priveira vez.
São palavras singelas, porque o amor é tão simples.
Toda vez que eu toco o seu rosto estou declarando o meu amor...
Toda vez que lhe faço uma crítica por mais que seja difícil ou sem cabimento escutar, é porque não estou desistindo de você, estou declarando que o meu amor é verdadeiro...
Eu não escolheria você, então eu teria a escolha errada... eu viveria sem saber o que é o amor.
Aliás, viveria sem saber o que é amar, porque o amor a gente sabe de longe...
Quantas vezes eu caminhei ao lado de um amor, mas nunca lhe peguei na mão...
Quantas vezes ele passou por mim e eu não o vi...
Ou me olhou com um olhar de quem espera a vida toda para acontecer.

Mas quando eu te conheci eu olhei o amor pela primeira vez...
Lhe estendi a mão, e hoje esse amor faz parte de quem sou...
E então percebi que passei a vida toda a procurar por esse amor...

Hoje, as situações são adversas e se eu ando pelo caminho das pedras é porque não estou só. Porque onde os outros apenas veem as pedras propícias para o tropeço eu vejo as sementes aguardando os meus cuidados para que elas possam crescer...

Rose David

segunda-feira, 10 de maio de 2010

09 de maio de 2010


Redescobrindo o céu

...

Chamei aquela criança pra ver as estrelas. Apontei para o céu e disse: Olha as estrelas!
Não quis contar que quem aponta o dedo para o céu corre o risco de ter verrugas... ao contrário, por mim ficaria ali... contando todas as estrelas, uma por uma.
Afinal de contas uma criança de 2 anos não precisa de tanta informação, o seu coração está na melhor fase, aquela em que absorve e se intégra a plenitude da vida em um simples olhar.
Estava eu ali, apresentando o céu aquela criança, e ela olhava com um ar de quem sempre o conheceu... não disse que essa é a melhor fase? Aquela garotinha com seus 2 aninhos, olha para o céu e se familiariza, ela sabe ternamente que faz parte deste movimento, e que o pulsar do seu coração acompanha o ritmo de tudo que pulsa ao seu redor, ela compreende naquele olhar que fita o céu a ligação da qual faz parte.
Iniciativa minha, acreditei ser importante mostrar à garotinha as estrelas e quis que ela as observasse com o mesmo encanto com que eu as observo, também pretensão minha.
Fui eu que acabei por redescobrir as estrelas, e nestas últimas noites sentir que estão mais perto de mim.
Porque seria esta a definição...
Um adulto quando olha para o céu, admira as estrelas, mas as vê de tão longe...
Enquanto a criança, olha para o céu e sente que as estrelas estão ao seu alcance.


de Rose David para a sua afilhada Clara...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

03 de maio de 2010



A vida não é um mar de rosas...


É preciso aprender a surfar nas ondas das dificuldades, sem que afundamos.
Há dias de sol, há dias de tempestade... tanto como dias de mar calmo quanto de mar bravo.
Mas apesar da inconstância não há nada que tire a beleza desse mar.
A alegria nos possibilita enxergar como as águas ficam cristalinas e a luz do sol ou o reflexo da lua que descansa em tuas ondas, ali acontece a conexão da vida. A cumplicidade entre o universo se manifesta aos nossos olhos.
Mas a tristeza também nos direciona a uma profunda intimidade com a nossa existência, porque nos leva a mergulhar no mar da vida e conseguimos enxergar os cantos de nós mesmos que só a tristeza é capaz de nos revelar. Assim, descobrimos a beleza contida no extremo da sensibilidade, a tristeza é o extremo da sensibilidade.
A vida não é um mar de rosas... é um mar de sensações.
E estas sensações trazem a beleza da descoberta a cada onda que vai e vem... o encontro do homem com Deus.


Rosicleide David

domingo, 25 de abril de 2010

25 de abril de 2010


Talvez, um desabafo bem em comum.

Eu sei que cometo os mesmos erros que você. E que vivo reclamando da dor que você me causa sem perceber como o seu coração está machucado. E se fico em silêncio não é por indiferença, pelo contrário, é por não saber me distanciar, é por sempre perdoar... e isto me assusta. Os meus sentimentos são delicados, mas ao mesmo tempo fortes, uma força que impede que eles se desfaleçam, mas não me impede de sentir a dor que só pode ser causada por aqueles a quem mais tenho amor.
Ouço desde pequena que "aqueles a quem mais amamos são os que mais podem nos ferir". Sim, porque a dor do amor é como a flecha no alvo certo, é certeira em nosso ponto fraco. Então, tenho que admitir, vou envelhecer ouvindo esta frase, já que uma dor de amor só poderia ser causada por quem tem acesso realmente ao nosso coração.

Rose David

sábado, 24 de abril de 2010

24 de abril de 2010

Sensibilidade

Há uma força intensa que move, que comove, correndo pelas veias da sensibilidade. Há uma beleza simples que todos alcançariam se os seus olhares não estivessem tão encascados com o verniz das aparências. Por isso, não vou escrever muito a respeito, vou procurar ler por onde os meus olhos passam e escrever através de um sorriso, de uma lágrima, de um olhar compreensível ou inconformado... Não quero ser mais um a deixar belas palavras, que com o tempo empoeiram na estante do próprio ego. Sim, sobre sensibilidade não escrevo, só sinto e transpasso os sentidos...

Sensibilidade?
Deixo as definições, e vou me sentar na roda junto aos outros.
É impossível se sensibilizar se achando melhor ou pior que o outro, estando indiferente, quando nos reconhecemos iguais, aí sim, chegamos a ser capazes de nos sensibilizar.




Rose David

24 de abril de 2010



Você existe



Penso em você
Lembro sem ter lembranças
E há dias que se passam e eu te esqueço
Nesses dias é como se eu te escondesse em algum canto de mim,
Mas sem nunca notar realmente o porquê,
Eu volto a visitá-lo.
Não vejo a sua face, mas que relevância há nisto
Diante da sensação que me causa em apenas imaginar-te?



Sinto a sua falta de maneira tão intensa
Saudade de uma presença que só foi ausência.
Alguém que nunca vi passar,
E mesmo assim, sinto falta do teu cheiro.
Alguém que nunca ouvi,
E mesmo assim, sinto falta do tom da tua voz...
Sim, aquele tom que me perturbaria e me acalmaria...
Não te procuro, não saberia onde procurar.


Você existe em algum canto de mim
O que te torna presente apesar de ausente.
Quanto mais estou próxima de mim
Mais perto de você, eu sinto que estou.
Preciso estar inteira para que ao passar por mim, você me reconheça
Apesar de não me conhecer
Então, a tua face ganhará os traços
E meu corpo encontrará a temperatura certa.


Você existe
Porque eu existo.


Rose David

segunda-feira, 19 de abril de 2010

19 de abril de 2009

" E no meio da correria, algo que me disperçou totalmente do que me tomava atenção...
foi ela que roubou o meu olhar...
e por alguns minutos não pude fazer nada à não ser admirá- la...
e chamar a atenção dos outros que estavam ao meu redor, que por sinal tiveram a mesma reação...
por alguns minutos a vida se resumiu naquela visão.
Era a lua, encantadora...
Nunca à vi tão linda!
Naquele breve momento, nos tornamos iguais...
Os nossos olhares filtravam com certeza a mesma emoção em nossos corações!
E antes que voltássemos as nossas tarefas...
Não pude deixar de exclamar: Só podia ser criação de Deus!
Os sorrisos largos eram uma corcondância com a frase dita pelo meu coração.
Um desses momentos em que tudo que se pode pensar é que vale a pena viver!



Rose David... eterna admiradora das manifestações de Deus
relato de um simples e doce momento, dezembro de 2009, no pátio da Faculdade, com uns colegas de classe. Pena não ter uma máquina nessa hora.

19 de abril de 2010

" Disseram ser possível esquecer um amor com outro, mas não disseram que o nosso olhar leva para onde vamos a imagem de quem amamos.
Disseram ser preciso virar a página se as coisas não estão indo bem, mas não disseram que o coração é otimista e insiste em acreditar que tudo vai melhorar.
Disseram que se não te correspondem à um amor é porque ele não te merece, mas não disseram que amamos não por merecimento, mas pelo fato desse alguém existir.
Disseram que no amor devemos ser felizes, mas não disseram que para ser feliz é preciso ver o outro feliz."
...
E agora? O que eu faço com o que me disseram? O que eu faço com toda essa teoria, que meu coração não coloca em prática?


Rose David